À medida que o mundo corporativo evolui, aumenta também a importância da comunicação organizacional. Enquanto as empresas investem em recursos para alcançar produtividade e melhorar a competitividade, o trabalho de informação toma lugar definitivo para integrar a instituição e os colaboradores.
Cada vez mais as organizações se dão conta de que é preciso falar a mesma língua de seus funcionários, e quanto mais eficiente for a comunicação entre empresa e colaboradores, maior será o sucesso de todas as outras etapas na busca por resultados. Mas essa correlação foi ganhando espaço nas organizações em decorrência do trabalho de jornalistas especializados, ao delinear situações e evidenciar carências. Resultado dessa percepção, o livro Jornalismo organizacional - Produção e recepção (208 p; R$ 46,90), lançamento da Summus Editorial, da doutora em Comunicação Marlene Branca Sólio, apresenta o tema sob dois prismas: da produção e da recepção.
Durante anos de pesquisa e prática nesse universo, Branca identificou potencialidades a serem exploradas por jornalistas, profissionais de gestão de pessoas e, mais do que isso, orientações essenciais para incrementar o currículo dos cursos de Comunicação, deficientes de material específico. As experiências foram registradas no livro para propor uma visão crítica do fazer jornalístico institucional, ao mesmo tempo em que explora o ambiente das organizações na busca de elementos a serem aprimorados. Para tanto, ela analisou as produções dos informativos dirigidos aos funcionários e ainda investigou como acontece a recepção desse conteúdo.
"A proposta do livro é ser uma fonte de reflexão sobre o fazer jornalístico", explica Branca, dedicada a reunir as principais orientações para essa prática. Segundo ela, a comunicação deficiente interfere no desempenho da empresa e pode até comprometer a imagem ao revelar problemas estruturais. "O mau trabalho de informação pode ser causa ou consequência de percalços", afirma, "da mesma forma, a Comunicação adequadamente desenvolvida pode propiciar diagnósticos que identificam falhas e permitem ajustes, portanto, uma importante ferramenta."
O livro registra também uma contextualização do jornalismo organizacional no tempo e no mundo, e segue de forma didática, apresentando soluções aplicáveis em qualquer tipo de instituição. Traz detalhamentos técnicos sobre algumas produções e trata dos principais aspectos a serem considerados na elaboração de informativos, inclusive as principais falhas, tudo para indicar se definitivamente atendem às necessidades dos trabalhadores. Com prefácio de Margarida M. Krohling Kunsh, uma das maiores autoridades em relações públicas e comunicação organizacional do Brasil, a pesquisa aprofundada pode representar uma referência na abordagem do tema.
A autora
Marlene Branca Sólio é doutora em Comunicação Organizacional pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), mestre em Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e especialista em História Contemporânea pela Unisinos e em Produção de Mídias com Novas Tecnologias pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Graduada em Comunicação Social/Jornalismo pela Unisinos, é editora da revista Conexão - Comunicação e Cultura, além de autora dos livros Violência, um discurso que a mídia cala (Educs, 2010) e Comunicação, psicanálise e complexidade - Abordagem sobre as organizações e seus sujeitos (Educs, 2010).

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